Utilização de Ervas Medicinais

Utilização de Ervas Medicinais

Utilização de Ervas Medicinais

Quinta-feira, 13 de Novembro de 2010

    A utilização de plantas com fins medicinais, para tratamento, cura e prevenção de doenças, é uma das mais antigas formas de prática medicinal da humanidade. "No início da década de 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou que 65-80% da população dos países em desenvolvimento dependiam das plantas medicinais como única forma de acesso aos cuidados básicos de saúde." (AKERELE APUD VEIGA JUNIOR et al., 2005)

    Ao longo do tempo têm sido registados variados procedimentos clínicos tradicionais utilizando plantas medicinais. Apesar da grande evolução da medicina alopática a partir da segunda metade do século XX, existem obstáculos básicos na sua utilização pelas populações carentes, que vão desde o acesso aos centros de atendimento hospitalares à obtenção de exames e medicamentos. Estes motivos, associados à fácil obtenção e à grande tradição do uso de plantas medicinais, contribuem para a sua utilização por parte das populações dos países em desenvolvimento.

    O uso de ervas medicinais, muitas delas cultivadas nos ‘quintais’, é uma prática secular baseada no conhecimento popular e transmitido oralmente, na maior parte das situações. É difícil encontrar alguém que não curou a cólica infantil com camomila ou erva-doce ou o mal estar de uma ressaca com chá de folhas de boldo, sem qualquer receita médica. Numa população com baixo acesso a medicamentos aliar garantias científicas a essa prática terapêutica traz variadas vantagens. 

    Actualmente, grande parte da comercialização de plantas medicinais é feita em farmácias e lojas de produtos naturais, onde as preparações vegetais são comercializadas com rotulação industrializada. Em geral, essas preparações não possuem certificado de qualidade e são produzidas a partir de plantas cultivadas, o que descaracteriza a medicina tradicional e que utiliza, quase sempre, plantas da flora nativa em desenvolvimento. 

    "Nos Estados Unidos e na Europa há mais controle no registo e na comercialização dos produtos obtidos de plantas. Aqui, as normas para a certificação e controle de qualidade de preparações vegetais são mais rígidas." (VEIGA JUNIOR ET al., 2005)

    "Na Alemanha, onde se consome metade dos extractos vegetais comercializados em toda a Europa, foi verificado que a auto-medicação com preparações à base de plantas medicinais é muito comum. Durante o ano de 1997, 1,5 milhão de pessoas utilizaram ervas medicinais durante o tratamento alopático. Mais da metade destes pacientes não comunicaram esse uso ao médico. Há entre 600 e 700 ervas medicinais utilizadas terapeuticamente, "sozinhas" ou em combinação com outras ervas, vendidas em farmácias, drogarias, mercados e lojas especializadas em produtos naturais na Alemanha." (VEIGA JUNIOR ET al., 2005)

    "No Brasil, existe o Projecto Farmácias-Vivas, em que 64 das espécies de plantas medicinais disponíveis foram seleccionadas e tiveram o seu uso analisado cientificamente, de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde." (BARATA, 2003)

          

As autoras,

   Anti-antibiótico (inclui citações de pesquisas elaboras pela OMS)